24 de jul de 2015

365 Dias Extraordinários

Se eu já não sei lidar com livros que têm preceitos incríveis durante as histórias, imagina um livro só de preceitos? Eu tinha que vir compartilhar a minha nova paixão. Eu não sou muito de ler livros de alto ajuda, o que me agrada muito e me faz suspirar, são momentos em que eu estou apreciando aquela história que me faz entrar de cabeça na imaginação literária e um dos personagens solta aquele preceito que me faz fechar o livro e encostalo no peito e ficar pensando em como aquelas palavras,  fazem todo sentido e podem me fazer enxergar alguma coisa de uma outra forma.

Nessas horas eu sempre me deparo pensando em como eu gostaria de um dia escrever algo que façam as pessoas refletirem e tenham vontade de compartilhar aquele meu preceito com alguém,  como eu vivo fazendo. Pode parecer um pouco besta mas para quem sonha em ser escritor um dia e revisa um milhão de vezes um texto, se você tem um blog deve saber como é revisar e revisar e mesmo assim achar que nunca esta bom, você deve saber como é querer que as pessoas se identifiquem com o que está sendo abordado.


Mas bom, a minha indicação hoje como vocês já devem ter percebido no título é: 365 dias extraordinários, é da mesma escritora do livro "O extraordinário" que eu particularmente me identifico muito pois apesar de não ter nascido com nenhuma deficiência física como August, em todas as escolas que eu estudei eu sempre fui o oposto da maioria, e bom quando você é diferente de alguma forma as pessoas costumam ter dificuldades em aceitar e tentar lhe incluir no "grupo" no caso de August ele nasceu com o rosto deformado e sempre estudou em casa, porem um dia, faz um tempo já que eu o li, por isso se não me engano seus pais decidem que é a hora dele ir para uma escola e conviver com outras crianças, é uma história bem bonita e aborda bastante p tema ser aceito, e sim tem preceitos incríveis nela. O que eu mais gosto é:

"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil."
Porque ao meu ver as vezes tudo que precisamos é de alguém que nos escute, que nos dê um abraço ao invés de escutar tantas coisas que já sabemos.



Voltando, 365 não tem nada a ver com "O extraordinário", pois 365 dias é um livro só de preceitos, uma para cada dia do ano até 31 de dezembro. E depois de todo último dia do mês a autora R. J. Palácio escreve algo, começa com ela falando de onde surgiu a ideia do livro, e vai indo com alguns acontecimentos, conselhos, o livro é um graça e eu acho que todo mundo deveria o ter e deixar na cabeceira da cama com um marcador de página e todo dia abrir e ler o preceito do dia, tem música, de alunos, escritores, um mais reflexivo que o outro.


E para finalizar o post pois eu já falei demais, só para deixar vocês pensando um pouco porque eu estou com esse preceito e essa redação na cabeça até agora, uma pequena parte de um dos meses do livro...


"Recentemente usei o preceito de James Thurber "É melhor saber algumas perguntas do que todas as respostas" e recebi uma redação muito interessante de um aluno chamado Jack Will::

Gosto muito muito muito desse preceito. Ele me faz pensar em todas as coisas que não sei. E talvez nunca vá saber. Passo muito tempo me fazendo perguntas. Algumas são idiotas. Por exemplo, por que cocô cheira tão mal? Por que os seres humanos não tem tantas formas e tamanhos como as raças de cachorro? (Quer dizer, um mastim é, tipo, umas dez vezes maior que um chihuahua, então por que não existem seres humanos de dezoito metros?) Mas também me faço questionamentos mais importantes. Tipo, por que as pessoas têm que morrer? Por que não podemos simplesmente imprimir mais dinheiro para dar a quem não tem o suficiente? Coisas desse tipo.

Então, a grande pergunta que venho me fazendo este ano é: por que todos nós temos a aparência que temos? Por que tenho um amigo que parece "normal" e outro que não parece? Esse é o tipo de pergunta para o qual acho que nunca terei resposta. Mas perguntar isso a mim mesmo me leva a outra questão: o que é "normal", afinal?
Então procurei no dicionário. E encontrei isto:

Normal - (adjetivo de dois gêneros):
conforme a norma; a regra; regular; que é usual, comum; natural.


E fique, tipo, "conforme a norma"? "Usual? Comum? Natural?" Argh! Quem quer ser "comum", afinal? Como isso é chato!
Então é por isto que realmente gosto desse preceito. Porque é verdade! É melhor fazer umas perguntas realmente incríveis do que saber um monte de respostas idiotas para coisas estúpidas. Tipo, quem se importa com quanto vale x em uma questão imbecil? Dã! Respostas assim não importam! Mas a pergunta "O que é normal?", sim! Importa porque nunca haverá uma resposta certa. E não há resposta errada também. A pergunta é tudo o que importa!"



Eu não sei você, mas quando leio algo assim paro, penso e fico feliz que ainda existem pessoas no mundo que colocam suas cabeças para funcionarem pensando em algo assim. Esta ai um livro que não da para faltar na estante para quem assim como eu é apaixonado por literatura ou preceitos.






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