27 de out de 2016

Resenha - Eu sou Malala


"Venho de um país criado á meia-noite. Quando quase morri, era meio-dia.
    Há um ano saí de casa para ir á escola e nunca mais voltei. Levei um tiro de um dos homens do Talibã e mergulhei no inconsciente do Paquistão. Algumas pessoas dizem que não porei mais os pés em meu país, mas acredito firmemente que retornarei. Ser arrancada de uma nação que se ama é algo que não se deseja a ninguém."

- Malala Yousafzai.



E assim se inicia a história de uma menina do qual, seu maior objetivo era ter o direito de estudar e ver todas as mulheres alcançando o mesmo direito de poderem ir a escola, ter a liberdade de se formar na profissão que quiserem, Malala que lutou e ainda luta pelos diretos iguais para homens e mulheres.

O que eu achei: 

Hoje vou começar a resenha um pouco diferente do que estou habituada afinal, costumo deixar a minha opinião no final, mas a minha intenção é convencer você a ler este livro através dela.
Já havia escutado sobre a história de Malala, muito pouco sabia sobre ela e sobre seu país o Paquistão a não ser pelos jornais, revistas, emissoras de televisão e pelo que estudei na faculdade porem, que sempre mostraram sobre atentados terroristas e a grande repressão pelo país ser considerado uma cultura conservadora.

Nunca havia entendido de fato o que significava ser muçulmano, e o que o alcorão prega. Estudei sobre os grupos terroristas semestre passado, e comecei a entender  um pouco melhor o que eles pregam, aprendi que a forma de interpretação sobre algo gera mudanças de uma pessoa para outra, e é por isso que os grupos terroristas, repreende tantos modos e hábitos não apenas do mundo á fora mas, do próprio povo, pois interpretam da própria maneira.

A verdade é que por todas as notícias ruins preenchendo a mídia, acabei esquecendo que por trás da violência existem pessoas que acreditam num lugar livre, respeitando e seguindo sua religião, assistia vídeos sobre como mulheres são tratadas, jornalistas, bombas explodindo escolas e cidades sendo desvatadas e não conseguia acreditar que havia algo que pregasse tanta desgraça, uma parte de mim nunca quis acreditar que de fato existem lugares onde garotas são consideradas apenas objetos, que servem apenas para reproduzir e servir a casa, em pleno século XXI.

Conforme ia lendo cada frase, cada paragrafo, meu coração ia se apertando e era inevitável as lágrimas não caírem pelo meu rosto, não apenas pelo que aconteceu a Malala. Contudo, pelo medo constante das pessoas de todo o lugar, por imaginar que antes do Talibã tomar o controle era um lugar de paz, onde havia esperança, com histórias por trás de cada canto que foi destruído. Pessoas do qual ela menciona no livro, até mesmo seu pai que sofrem constantes ameaças por lutarem pela educação, pelos direitos não apenas dos meninos, e sim das meninas onde um país que a maioria das mulheres não sabem ler, nem escrever pois precisam casar assim que são consideradas adultas, aos 14 anos.

Você precisa ler, Eu sou Malala, para parar de falar que o feminismo é mimimi, não é. Nunca será mimimi, acreditar nos direitos iguais. Mulher tem o direito de ganhar o mesmo que o homem exercendo a mesma profissão, tem o direito de fazer suas próprias escolhas sem precisar depender de um homem, mulher é tão forte e guerreira quanto. Porque você saber que por ai tem garotas sendo reprimidas por quererem ser livres e considerar a luta pela causa mimimi, tem que parar para refletir.

Estudar é um direito a todos de saber que ele é tirado de crianças, jovens, adultos não apenas no Paquistão mas, em todo o mundo é uma das piores coisas, sem estudo eu não seria nada, e não teria a oportunidade de estar dando a minha opinião, de estar aqui escrevendo.

Eu sou Malala, é um livro que me colocou para pensar do começo ao fim, cada palavra me fazia sentir algo inexplicável, e consegui entender toda a luta de uma garota que queria ter o direito de ir para a escola e ganhar conhecimento. Entendi sobre a luta de quem acredita que uma hora não importa o quanto demore, a informação é um direito de todos e que esta é uma causa que não se deve lutar sozinho, talvez a melhor forma de ajudar seja levando informação para quem não conhece, seja falando sobre o assunto, porque toda discussão é valida.




Sinopse: 

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. 

Sobre: "Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente."






Xoxo :*

Um comentário:

  1. Eu quero muito ler esse livro, mas como faz para ler todas as coisas que tenho que ler e ainda ler as coisas que eu quero apenas por hobby? Acho que eu preciso que o meu dia comece a ter 48 horas. NO MÍNIMO. Preciso de mais tempo. hahaha
    Ei to com saudades de você! ♥

    http://seismilmilhas.com ♥

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