19 de mai de 2017

Documentário: Embrace



Quantas vezes ao longo da minha pré-adolescência, conforme crescia escutei das pessoas que me rodeavam coisas como: "cuidado para não engordar", "os garotos não querem meninas acima do peso", "você está gorda tem que emagrecer", "só come e não faz atividade física da nisso", "que rosto bonito" e muitas outras coisas em relação ao meu corpo. 

Já abordei de outras formas este assunto aqui, mas é algo que me identifico em falar pois para mim ainda é um passo de cada vez. Procuro sempre olhar no espelho e me amar, porem basta algum comentário, algum olhar torto que pronto, vou pesquisar milhares de dietas malucas e planos de exercios que me ajudem a perder os quilos que alguém acha que ganhei e aquele pensamento de cortar uma refeição, diminuir a quantidade de comida, cortar doces, refrigerantes e tudo de gostoso e milhares de mulheres enfrentam este dilema diariamente.


Vi uma matéria sobre um documentário chamado "embrace" (abraço) a um tempo atrás e a netflix tem disponível então fui correndo assistir, ele começa com a ativista, Taryn Brumfitt, que após uma conversa com suas amigas sobre como ganharam peso após serem mães e não estavam contentes por isso, quando chegou em casa tirou algumas fotos e postou uma montagem mostrando o seu antes num concurso de fisioculturismo e depois com alguns quilos a mais, dizendo que amava o próprio corpo.


Assim, o documentário idealizado pelo Body Image Movement traz Taryn viajando o mundo buscando depoimentos de mulheres sobre aceitar o próprio corpo com suas formas, curvas, cores, medos e indiferenças. Nele mostra que 70% das mulheres estão insatisfeitas com seu corpo e que 90% dos casos de anorexia e bulimia ocorrem em mulheres.

Outro ponto que me chamou bastante atenção é logo no começo quando ela conversa com Mia Freedman, editora da revista cosmopolitam, no qual aborda sobre como ela quis e vem introduzindo a questão da imagem corporal, e diz em certo momento como foi difícil quando queria colocar uma mulher com a numeração acima do 40 e que o fotografo, maquiador não queriam seu nome veiculado na revista e na hipocrisia dos grandes estilistas de não quererem suas marcas associadas a mulheres que eles consideram plus sizes, no entanto o dinheiro que enche seus bolsos vem de todos os tamanhos.



Todos sabemos que todas essas revistas com celebridades e mulheres consideradas com corpo ideal é mais do que ilusão, não existem são montadas em programas de edições, a gente tem que parar de seguir esses modelos de mulheres elas no qual não fazem parte da realidade, não importa o que digam. Ninguém pode apontar que é preguiça, falta de ir a academia, fechar a boca. É o seu corpo e é perfeito desse jeito.

É muito legal assistir este documentário pois mostra a diversidade, o que é real, e não a ilusão que criamos ou que os caras imaginam por causa dessas revistas que querem colocar que mulher bonita é magra. Não é, e algo que é comentado no documentário e que posso dizer que já tive essa experiência muitas vezes e provavelmente você também, é de que quando estamos nos amando e bem com a gente essa energia passa para as pessoa, agora quando nos sentimos indiferentes as pessoas nos olham assim.

"É um desperdício de energia que as pessoas gastam todo esse tempo preocupando-se sobre como eles olham em oposição ao que eles podem contribuir"

Se ame sem precisar de dietas malucas, passar fome, deixar de comer aquele chocolate que te deu uma louca vontade. Ninguém julga melhor do que você mesmo, então vamos tentar mudar isso e mostrar que não existe o padrão certo, um dia de cada vez.

2 comentários:

  1. A diversidade entre nós mulheres é infinita e nenhuma de nós é perfeita, não somos capa de revista, não precisamos entrar nos padrões se nos amamos como somos. Apesar de toda essa pressão que sofremos constantemente, que nos fazem perder vagas de emprego, relacionamentos amorosos assumidos e até de participar de círculos de amizades, porque a maioria das pessoas não querem ser vistas andando com uma pessoa gorda. E se chegam a andar fazem piadinhas (cá entre nós, sem graça) o tempo todo, achando que estão agradando.

    Achei bem interessante esse documentário, vou ir ver, porque também sofro gordofobia e super me identifiquei.

    Beijos
    Mundo de Nati

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    1. Oi Nati,
      Estava até vendo estes dias uma matéria sobre uma modelo plus size que ganhou o convite para participar do oscar ano passado, mas na época ela ainda não havia estourado no meio plus size, porém ela não conseguiu comparecer pois nenhum estilista queria sua marca associada a ela. Me pergunto o quão louco é isso, fiz também uma matéria sobre o tema gordofobia para a faculdade, onde em uma pesquisa 71% das pessoas consideram o aspecto físico dos obesos antiestético e 15% evitam o contato, sabe em pleno século 21, onde a diversidade é o que predomina, colocar a modelo extremamente magra, fotos cheias que photoshop e mostrar algo totalmente sem realidade, ninguém vê o sofrimento dessas modelos porque ninguém consegue ser feliz desta forma, é um assunto muito delicado, mas do qual gosto muito de falar, pois sofro bastante, e hoje em dia não tanto dos colegas, mas me sinto muito atingida pela mídia por essa imposição do corpo perfeito.

      Xoxo :*

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