Eu queria um príncipe encantado...



Um desses que tanto assisto nas séries e filmes de romance clichê,
que começa apaixonado pela garota mais bonita da escola, 
porém durante o percurso conhece a menina esquisita 
e aparentemente normal da sala de aula,
no qual é obrigado a fazer um trabalho em conjunto,
e acaba se apaixonando.

Eu queria um príncipe encantado...
Daqueles que a gente só lê nos livros, 
que é um ignorante e mal humorado
até conhecer a menina tímida,
mas de bem com a vida
e que então se apaixona 
e se transforma no cara mais romântico e apaixonado.

Eu queria um príncipe encantado...
Que vem cavalgando em cima do seu cavalo branco,
durante uma fuga,
se depara com a princesa adormecida,
lhe dá um beijo de amor verdadeiro,
a princesa desperta
e vivem felizes para sempre.

Eu queria um príncipe encantado...
Parecido com os de tantas histórias que comecei a escrever e não finalizei, histórias de amor, com começo, meio e fim, onde pudesse escrever as falas que o meu príncipe encantado falaria a cada momento durante nossas aventuras, brigas e paixões.

Mas príncipes encantados não são garotos populares, nem o Sr. Darcy de Orgulho de Preconceito, muito menos o príncipe da Bela Adormecida, que se tem nome eu não me recordo.

Esses tantos personagens são projeções do que uma garota espera em um garoto, assim como as meninas desde pequenas se encantam por clichês românticos e princesas sendo salvas pelos príncipes. Talvez os meninos também devem assistir essas histórias e quem sabe aprenderem um pouco mais como se deve tratar uma mulher.

E também nós mulheres deveríamos assistir mais filmes de super heróis e heroínas para sabermos que podemos ser princesas heroínas que não precisam de príncipes encantados, pois somos auto-suficientes e independentes e se queremos compartilhar a vida com alguém que seja alguém que queria compartilhar a vida conosco de forma saudável, sem grandes atos de heroísmo. 

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